Paquistaneses vão às urnas para renovar seus Parlamentos

Colégios eleitorais fecham às 17 horas e os primeiros resultados devem ser divulgados às 23 horas (hora local)

Efe,

18 de fevereiro de 2008 | 01h04

Cerca de 81 milhões de paquistaneses foram convocados nesta segunda-feira, 18, às urnas para escolher os representantes de sua Assembléia Nacional e de seus quatro Parlamentos provinciais. Veja também:Líder tribal encomendou morte de Bhutto, conclui investigaçãoClima no Paquistão é de tensão na véspera da eleição geral Cinqüenta pessoas morrem em ataque suicida no Paquistão Cerca de 64.000 colégios eleitorais abriram suas portas às 8 horas (0 hora de Brasília). Eles vão fechar às 17 horas (9 horas de Brasília), segundo a Comissão Eleitoral, que espera divulgar os primeiros resultados da votação por volta das 23 horas (15 horas de Brasília). A maioria dos colégios fica na província nordeste do Punjab, que com 44,6 milhões de eleitores obterá 183 das 342 cadeiras do futuro Parlamento. No Punjab, com 10% de colégios eleitorais "muito sensíveis", o Governo desdobrou 130.000 policiais e cerca de 48.000 soldados e paramilitares ou "rangers". Sindh, no sudeste do país com 19,5 milhões de eleitores e 75 assentos no Parlamento, tem quase 12% dos colégios "muito sensíveis" e será vigiada por 13.500 soldados e "rangers" e 100.000 policiais. Na Província da Fronteira Noroeste, com 10,8 milhões de eleitores e 43 cadeiras parlamentares, 9% dos colégios "muito sensíveis" serão vigiados por cerca de 6.000 soldados, enquanto a Polícia destacará no resto perto de 50.000 agentes. Em Baluchistão, com 4,3 milhões de eleitores e 17 assentos na Assembléia, o Exército destacou 7.500 soldados e a Polícia 25.000 para vigiar seus colégios, quase um terço deles qualificados de "muito sensíveis". Os eleitores das quatro províncias paquistanesas elegerão também os deputados de suas assembléias provinciais. Finalmente, nas chamadas "agências" tribais povoadas por pashtuns na fronteira com o Afeganistão, um total de 1,3 milhão de pessoas escolherá unicamente seus 12 representantes no Parlamento central; enquanto meio milhão de eleitores da capital federal, Islamabad, elegerão dois deputados. As dez cadeiras restantes da Assembléia Nacional são reservadas para representantes da população não muçulmana do país. Observadores A União Européia enviou ao Paquistão a principal equipe de observadores, de 130 membros, que se deslocarão por todo o território, exceto nas regiões consideradas "muito sensíveis". "Não foi uma proibição do Governo, mas por razões de segurança optou-se por não ir às áreas mais complicadas", explicou à Agência EFE o líder da missão, o alemão Michael Gahler, que dará sua avaliação dois dias depois da votação. Embora os paquistaneses possam escolher entre candidatos de 49 partidos políticos diferentes, três disputam a maioria do voto: a Liga Muçulmana do Paquistão-Q (PML-Q), que apóia o presidente, Pervez Musharraf, e é liderada por Chaudhry Hussein; o Partido Popular do Paquistão (PPP), dirigido pelo viúvo de Benazir Bhutto, Asif Zardari, e a Liga Muçulmana do Paquistão-N do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif. Também concorre o partido religioso Jamiat Ulema-e-Islam (JUI), principal membro da aliança Muttahida Majlis-e-Amal (MMA), que foi a grande surpresa das eleições de 2002 ao se erguer como terceira força parlamentar, atrás do PML-Q e do PPP. Os outros membros da MMA convocaram um boicote da votação, da mesma forma que os representantes da minoria baluchi.

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