Paquistão: 16 mortos em Ataque a comício político

A explosão de uma bomba num comício político realizado pelo partido islamita Jamiat-e-Ulema no noroeste do Paquistão matou 16 pessoas de deixou dezenas de feridas, informou um funcionário do governo. O Taleban paquistanês reivindicou a autoria do atentado, apesar de a legenda ter uma opinião mais favorável ao grupo militante.

AE, Agência Estado

06 de maio de 2013 | 16h57

O ataque foi perpetrado na região tribal de Kurram, noroeste do país, contra o partido Jamiat-e-Ulema e é o mais recente incidente violento contra candidatos, escritórios e eventos relacionados às eleições parlamentares no país, marcadas para 11 de maio.

Ao reivindicar a autoria do ataque, um porta-voz do Taleban paquistanês alegou que o alvo específico era Munir Khan Orakzai, um candidato que no passado apoio operações militares contra as milícias islâmicas que atuam nas áreas tribais do Paquistão.

A bomba, que aparentemente foi instalada perto do palco principal do comício, matou 16 pessoas e deixou 44 feridas, disse Javed Khan, administrador do governo da região tribal de Kurram. Dois líderes do partido que estavam discursando durante o evento saíram ilesos, afirmou Khan.

Um dos candidatos, Ainuddin Shakir, disse a uma emissora de televisão local que a explosão aconteceu quando os candidatos encerravam o evento e deixavam o palco. Cerca de 2.500 pessoas estavam presentes.

O partido Jamiat-e-Ulema Islam é considerado uma legenda que apoia a luta do Taleban contra os Estados Unidos e seus aliados. O partido também tem simpatia pelo Taleban paquistanês, que tem combatido tropas do governo do Paquistão e busca estabelecer um governo islâmico extremista no país.

Os líderes do partido costumam se opor às operações militares paquistanesas contra militantes na região tribal e pedem negociações com os militantes.

A eleição que será realizada no próximo domingo é histórica no país, pois vai marcar a primeira vez que um governo democraticamente eleito vai concluir seu mandato, que será entregue a outro governo também escolhido pelo voto. As informações são da Associated Press.

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