Paquistão adia audiência de diplomata norte-americano

Um tribunal paquistanês decidiu hoje adiar em três semanas a audiência do diplomata norte-americano detido por ter matado dois homens armados. A audiência vai determinar se ele tem ou não direito à imunidade diplomática e a transferência de data deve prejudicar ainda mais as relações com Washington.

AE, Agência Estado

17 de fevereiro de 2011 | 19h53

O governo dos Estados Unidos tomou mais medidas nesta semana para libertar Raymond Davis. O senador John Kerry deixou o Paquistão ontem após uma visita de 24 horas cujo objetivo foi convencer os líderes paquistaneses a libertar Davis. Ao final da visita, Kerry disse que tinha esperanças de que os dois lados pudessem resolver a questão "nos próximos dias".

Enquanto Kerry estava no Paquistão, o presidente Barack Obama fez suas primeiras declarações públicas sobre o caso, pedindo ao Paquistão, na terça-feira, que honrasse o tratado de imunidade diplomática assinado em 1961 entre os dois países.

Mas o governo paquistanês enfrenta forte pressão pública de islâmicos e grupos estudantis para não libertar Davis, que matou dois adolescentes em 27 de janeiro no centro de Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão.

Davis diz que os homens, que estavam armados e dirigiam uma motocicleta, tentaram roubá-lo enquanto ele dirigia seu carro. A polícia local não acusou formalmente Davis, mas diz não ter evidências de que os homens planejavam roubá-lo e tratam o caso como assassinado, embora reconheçam que os homens estavam armados. As informações são da Dow Jones.

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