Paquistão anuncia morte de 40 militantes no noroeste do país

Operação contra insurgentes teve início na segunda-feira em três aldeias da região de Mohmand

REUTERS

30 de junho de 2011 | 10h43

PESHAWAR - Soldados paquistaneses mataram pelo menos 40 militantes em uma área tribal perto da fronteira com o Afeganistão nos últimos três dias, disse um porta-voz de uma força paramilitar na quinta-feira, 20.

As forças do Paquistão se colocam na defensiva desde que soldados norte-americanos mataram Osama bin Laden em uma cidade paquistanesa em 2 de maio. O Taliban paquistanês, aliado da Al Qaeda, já realizou vários ataques para vingar a morte dele, incluindo um cerco a uma base naval em Karachi, maior cidade paquistanesa. Além disso, o Taliban tem adotado novas táticas, como usar casais de militantes em ataques suicidas.

O major Fazal-ur-Rehman, porta-voz do Corpo de Fronteira, uma força paramilitar do governo paquistanês, disse que a operação contra os militantes teve início na segunda-feira em três aldeias da região de Mohmand.

"Eles estavam atacando nossos soldados a partir de lá, mas agora limpamos essas aldeias (da presença dos militantes)", disse o major. Pelo menos 40 militantes e um soldado morreram nos confrontos, segundo ele.

Não foi possível verificar esse relato de forma independente. Os militantes habitualmente contestam as cifras de vítimas.

Rehman disse que os militantes haviam fugido para essas aldeias a fim de escapar da repressão em outras áreas.

Mohmand é uma das sete áreas tribais da etnia pashtun onde a Al Qaeda, o Taliban e outros grupos militantes operam, tramando ataques contra o Estado paquistanês e também contra as forças dos EUA e da Otan presentes no Afeganistão.

O governo paquistanês está sob intensa pressão para provar que é um parceiro confiável na guerra dos EUA contra os militantes islâmicos. A descoberta de que Bin Laden estava vivendo no Paquistão despertou suspeitas de que os serviços locais de inteligência o estariam protegendo - algo que Islamabad nega.

A cooperação paquistanesa é mais importante do que nunca para os Estados Unidos, que têm pressa em retirar seu contingente do Afeganistão e em derrotar a Al Qaeda e seus aliados.

Os generais paquistaneses, porém, ficaram furiosos por não terem sido informados previamente sobre a ação militar que levaria à morte de Bin Laden.

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