Paquistão apoiaria ex-monarca no Afeganistão

Comunicado distribuído pela Embaixada do Brasil em Islamabad, capital do Paquistão, dá conta de que crescem os rumores de que o país veria com bons olhos a participação do ex-monarca afegão Zahir Shah na formação de um governo de coalizão dentro do Afeganistão. Conforme o comunicado, Shah poderia articular uma conciliação entre as facções que disputam o poder no Afeganistão, mais especificamente entre o Taleban, a Aliança do Norte e a Frente Unida do Afeganistão. Com isso, as chances de grupos hostis ao governo paquistanês controlarem Cabul, capital do Afeganistão, seriam reduzidas. Por outro lado, segundo a nota, "o eventual apoio do Paquistão a uma fórmula política em torno de Shah representará mais um passo em direção à ruptura com a cúpula do Taleban. O mulá Mohamed Omar, chefe supremo do Taleban, já declarou que não admitirá a presença do ex-monarca no território afegão". Ao mesmo tempo, a embaixada brasileira confirma os noticiários de hoje de que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Abdul Sattar, declarou que são consistentes as provas apresentadas pelos Estados Unidos ao governo paquistanês a respeito do envolvimento de Osama bin Laden nos atentados de 11 de setembro. "O ministro recusou-se, entretanto, a formular juízo a respeito do papel de Bin Laden nos atentados", reitera o comunicato. A embaixada informa também que a situação permanece calma no Paquistão e que não há sinais de ataque dos Estados Unidos às bases do Taleban no Afeganistão. "Os brasileiros que permanecem no Paquistão não têm manifestado disposição em deixar o país, pelo menos enquanto permanecer a atual situação de ordem", complementa o texto distribuído pela embaixada.

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