Paquistão ataca reduto taleban

Governo pede a militantes que deponham armas após ofensiva que deixou 31 mortos

ISLAMABAD, O Estadao de S.Paulo

27 de abril de 2009 | 00h00

O governo paquistanês pediu ontem aos combatentes taleban que deponham suas armas, depois que suas forças de segurança lançaram uma ampla ofensiva para deter o avanço rebelde na região noroeste.Pelo menos 31 pessoas foram mortas na ofensiva - entre elas um soldado -, que forçou os moradores do Distrito de Baixo Dir a fugir levando suas crianças e alguns pertences. "Os extremistas não têm outra opção a não ser depor as armas, pois o governo vai expulsá-los dali", disse Rehman Malik, assessor do governo paquistanês.PREOCUPAÇÃOA operação na Província da Fronteira Noroeste ocorre em meio a crescentes preocupações nos Estados Unidos sobre a estabilidade do Paquistão - seu aliado-chave na região e uma potência nuclear - depois que os militantes começaram a estender sua influência. "Não permitiremos que os taleban imponham seu domínio em Dir ou em nenhuma parte do país", disse Malik.O Distrito de Baixo Dir fica na região de Malakand, no Vale do Swat, onde o primeiro-ministro paquistanês, Asif Ali Zardari, aprovou a imposição da Sharia (lei islâmica) em troca de um cessar-fogo. No entanto, após obter a concessão, militantes invadiram o vizinho Distrito de Buner, também em Malakand, a apenas 100 km da capital, Islamabad. Pressionados, os insurgentes começaram a deixar Buner na sexta-feira.O principal porta-voz do Taleban no noroeste do Paquistão condenou a ofensiva do Exército paquistanês, considerando que violava o acordo para a aplicação da Sharia. O Paquistão vem sendo pressionado por países ocidentais para anular o acordo, que permitiu ao Taleban aumentar sua influência na região. A divulgação de um vídeo de uma mulher recebendo chibatas de militantes taleban logo após a aprovação da Sharia causou ultraje internacional.Os taleban apoderaram-se em 2007 do Vale do Swat - antes a área mais turística do Paquistão - e outros distritos na região de Malakand, e desde então vêm aplicando execuções sumárias e limitando os direitos das mulheres. AP, REUTERS E AFP

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