Paquistão ataca Taleban e pede à Otan que feche fronteira

Medida teria o objetivo de 'evitar o movimento transfronteiriço e o fluxo de armas' vindo do Afeganistão

Reuters,

21 de outubro de 2009 | 09h30

Helicópteros paquistaneses bombardearam nesta quarta-feira, 21, bases do Taleban perto da fronteira com o Afeganistão. o Exército do Paquistão também pediu às forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que fechem a fronteira para evitar o movimento de militantes.

 

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Os paquistaneses soldados usaram helicópteros e artilharia terrestre para atacar redutos dos militantes em Makeen e Ladha, segundo autoridades. Durante a noite, oito soldados feridos foram levados para a vizinha localidade de Dera Ismail Khan.

 

Os militares disseram ter pedido à Otan que feche a fronteira com o Afeganistão "para evitar o movimento transfronteiriço e o fluxo de armas". O chefe do Estado-Maior paquistanês, general Tariq Majid, fez esse apelo durante uma reunião com o chefe do Estado-Maior britânico, sir Jock Stirrup.

Os jornais paquistaneses disseram nos últimos dias que as forças da Otan haviam abandonado os postos fronteiriços junto ao Waziristão do Sul, o que abria a possibilidade de que o Taleban afegão saísse em ajuda a seus companheiros paquistaneses, ou de que os militantes fugissem do território paquistanês.

Ofensiva

 

As forças do governo tentam desde sábado retomar o controle da região do Waziristão do Sul, um reduto dos militantes responsáveis por uma série de atentados que mataram mais de 150 pessoas nas últimas semanas.

Na terça-feira, duas novas explosões suicidas mataram seis pessoas na Universidade Internacional Islâmica de Islamabad, levando as autoridades a determinarem o fechamento de instituições educacionais em todo o Paquistão.

A ofensiva no remoto e montanhoso Waziristão do Sul, vista como um teste da capacidade do governo para conter a ousada militância islâmica, está sendo atentamente acompanhada pelos EUA e por outros países envolvidos na guerra do Afeganistão.

As forças do governo inicialmente enfrentaram pouca resistência, mas os combates se intensificaram conforme os soldados se aproximavam dos principais santuários dos militantes nas montanhas.

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