Paquistão avisa EUA que suspenderá ataque a militantes

O Exército do Paquistão informou hoje que não pode lançar nenhuma nova ofensiva contra militantes na fronteira afegã em um período de seis meses a um ano. Segundo o porta-voz do Exército, major general Athar Abbas, esse seria o tempo necessário para estabilizar os espaços conquistados. A declaração foi feita durante uma visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.

AE-AP, Agencia Estado

21 de janeiro de 2010 | 19h50

O anúncio vai na contramão da política dos EUA, que pressionam o Paquistão para que aumente suas operações militares contra militantes - entre eles, os talebans. Esses grupos realizam ataques a tropas ocidentais no Afeganistão através da fronteira paquistanesa.

Gates disse, porém, que vão vai pressionar diretamente os paquistaneses. "A forma que vou abordar o assunto é simplesmente perguntado a eles quais são seus planos", disse.

Ele também afirmou que os EUA têm notícias sobre planos de expandir as operações militares paquistanesas contra militantes na região fronteiriça do Waziristão do Norte ainda neste ano. "Eu gostaria de discutir isso com eles", disse Gates no início de sua visita de dois dias ao Paquistão.

Referindo-se à intensa pressão política em Washington sobre atitudes em relação ao Paquistão, Gates declarou que "Como eu tento relembrar o Congresso, é o Paquistão que tem o pé no acelerador e não nós".

O Exército paquistanês já lançou várias ofensivas em terra contra a principal fortaleza do Taleban no país, perto da fronteira afegã, em meados de outubro. O movimento deu início a um onda de violência revanchista de militantes contra o Paquistão, que deixou mais de 600 mortos.

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