Paquistão condena 4 à morte por linchar mulher

Eles foram considerados culpados pelo linchamento de uma mulher que se casou com um homem que não era o escolhido pela família

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2014 | 12h51

Quatro homens foram sentenciados à morte nesta quarta-feira, 19, no Paquistão. Eles foram considerados responsáveis pelo linchamento de uma mulher que se casou com um homem que não era o escolhido pela família.

Farzana Perveen, que estava grávida, foi espancada até a morte por seu pai e outros parentes do lado de fora de um tribunal da cidade de Lahores, em 27 de março. O pai se entregou à polícia após o assassinato e é um dos sentenciados à morte.

Farzana estava indo até o Tribunal Superior de Lahore por causa de um processo de sequestro, aberto por sua família, contra ela e seu marido. Um dos homens que a atacou afirmava ser seu marido e dizia que ela havia se casado com outro sem se divorciar dele.

Segundo Imtiaz Ahmed, funcionário do tribunal, o pai da mulher, dois de seus irmãos e o homem que afirmava ser seu marido foram sentenciados à morte. Um quinto homem foi condenado a dez anos de cadeia.

Casamentos arranjados são uma norma entre paquistaneses conservadores. Centenas de mulheres são assassinadas a cada ano por questões consideradas "de honra". Os criminosos são geralmente maridos ou parentes que matam as mulheres como punição por suposto adultério ou outros comportamentos sexuais considerados ilícitos.

O Paquistão tem um dos mais altos níveis de violência contra a mulher em todo o mundo. A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, um grupo privado, diz que cerca de 869 mulheres foram vítimas dos crimes de honra em 2013. / AP

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