Paquistão considera execução de Saddam um ´fato triste´

O Governo paquistanês considera a execução de Saddam Hussein um fato "triste", e espera que os iraquianos decidam "seu próprio futuro", informou hoje o canal de televisão Geo.O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, falou da sua esperança de que não haja uma deterioração da segurança no Iraque em conseqüência da execução, que poderia ter sido "evitada"."Foi um dia triste", afirmou Aziz. "O Paquistão deseja que prevaleça a paz no Iraque, e que o povo iraquiano tenha o direito de decidir sobre seu próprio futuro", acrescentou.Líderes e trabalhadores de várias organizações políticas e religiosas saíram às ruas em todo o país. O maior protesto aconteceu na cidade mais populosa, Karachi, e foi organizado pelo grupo islâmico Jamiat Ulemá-e-Islã, cujo líder, Maulana Unnas Nurani, disse que Saddam Hussein foi à forca como um "herói" que não sucumbiu aos Estados Unidos.O Ministério de Relações Exteriores divulgou um comunicado no qual a porta-voz, Tasnim Aslam, disse que a execução foi uma "patética lembrança da violência que assola o Iraque".Na Índia, a notícia da execução gerou protestos em várias cidades. O Governo da região de Kerala, controlado pelos comunistas, convocou um dia de greve geral. O Governo indiano chamou a execução de um "fato infeliz".

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