Paquistão continua instável, mas situação se acalmou, diz UE

Uma nova onda de violência podeatingir o instável Paquistão antes das eleições de fevereiro,mas o adiamento do pleito por seis semanas não alimentou osurgimento de mais distúrbios, afirmou na sexta-feira umamissão de observadores da União Européia (UE). A Comissão Eleitoral do país adiou a eleição geral, quefinalizaria o processo de transição para um governo civil noPaquistão, detentor de armas nucleares. A medida foi tomada porcausa da violência que se seguiu ao assassinato da líderoposicionista Benazir Bhutto, na semana passada. A eleição para escolher a composição da Câmara dosDeputados e das assembléias de quatro Províncias do Paquistãoestava marcada para ocorrer em 8 de janeiro. O pleitoacontecerá agora no dia 18 de fevereiro. "A situação de segurança é, claro, instável", disse o chefeda missão de observadores da UE, Michael Gahler, em umaentrevista coletiva. "Não podemos descartar a possibilidade deque surja um novo surto de violência por um motivo ou outro.Mas, neste momento, tenho a impressão que os distúrbiosdiminuíram muito." Os dois maiores partidos da oposição, contando o de Bhutto,insistiram para que a votação acontecesse conforme o previstooriginalmente, sugerindo que as autoridades do país adiaram oprocesso a fim de que perdesse força a indignação alimentadapelo assassinato da ex-primeira-ministra. No entanto, nenhuma das duas legendas convocoumanifestações para protestar contra o adiamento. Desde o mês passado, a UE mantém no Paquistão um grupoformado por 11 especialistas em eleições. Uma equipe com cercade 50 membros deve ser enviada ao país nos próximos dias. E umnúmero semelhante de observadores chegará antes do pleito. Bhutto e outros líderes da oposição acusaram as autoridadeseleitorais de se prepararem para fraudar as eleições. (Por Robert Birsel)

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