Paquistão culpa militantes islâmicos por ataque a Bhutto

O governo paquistanês culpou militantesislâmicos pelo ataque suicida que matou 133 pessoas na volta daex-primeira-ministra Benazir Bhutto ao país. Duas explosões seguidas atingiram o comboio de Bhutto nacidade de Karachi, quando passava por centenas de milhares desimpatizantes reunidos para receber a ex-premiê, depois de anosno auto-exílio. Ninguém assumiu a autoria das explosões, mas a políciainvestiga se elas têm conexão com regiões tribais na fronteiracom o Afeganistão, que se tornaram redutos de apoio à Al Qaedae ao Taliban. "Definitivamente, é obra de militantes e terroristas",disse nesta sexta-feira o porta-voz do ministro do Interior,acrescentando que é cedo demais para determinar qual grupoestaria envolvido. Segundo o secretário do ministério Syed Kamal Shah, 133pessoas morreram e outras 290 ficaram feridas. "A primeira explosão foi causada por uma granada de mão. Asegunda foi um ataque suicida", afirmou à Reuters um policialligado à investigação. "O agressor correu para o meio damultidão e se explodiu." Bhutto, que estava em um veículo reforçado para enfrentarataques a bomba, escapou ilesa de um dos mais mortais ataquesda história de seu país. De acordo com o policial Manzoor Mughal, a cabeça dosuspeito de ser o homem-bomba foi encontrada. Estima-se que eletinha de 15 a 20 quilos de explosivos no corpo. O marido de Bhutto, Asif Ali Zardari, acusou agências deinteligência paquistanesas de envolvimento. Muitospaquistaneses compartilham desta suspeita. Bhutto, 54, tem muitos inimigos no Paquistão ligados aoaparato de segurança e a grupos jihadistas, cuja animosidadedata de seus dois mandatos no poder, mais de uma década atrás.

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