Paquistão desautoriza recompensa pela morte de diretor

A oferta de recompensa pela morte do diretor do filme que ridiculariza Maomé não é a posição oficial do Paquistão, afirmou o governo nesta segunda-feira. O ministro de Ferrovias, Ghulam Ahmad Bilour, anunciou no sábado que dará $ 100 mil dólares para quem assassinar o diretor.

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 09h06

Em Islamabad, capital do Paquistão, o Ministério de Relações Exteriores disse por meio de nota que a recompensa reflete pontos de vista pessoais de Bilour, não é política oficial do país.

O ministro chegou a pedir que militantes da Al-Qaeda e do Taleban contribuam na "nobre causa" de eliminar o diretor. Ele foi desautorizado pelo seu próprio partido: "Nós somos um partido secular", afirmou o porta-voz do Partido Nacional Awami, Haji Adeel. "Nós consideramos a Al-Qaeda e o Taleban nossos inimigos."

O vídeo, intitulado "A inocência dos muçulmanos", foi feito nos Estados Unidos e enfureceu muitos muçulmanos por retratar o profeta Maomé como mentiroso, mulherengo e pedófilo. Protestos contra o filme em todo mundo deixaram pelo menos 51 pessoas mortas, incluindo o embaixador dos Estados Unidos na Líbia. As informações são da Associated Press.

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