Paquistão descarta plano para restabelecer a pena de morte

Governo recuou após Taleban prometer declarar guerra contra medida

O Estado de S. Paulo,

03 de outubro de 2013 | 16h59

ISLAMABAD - O Paquistão desistiu dos planos para restabelecer a pena de morte após ameaças de militantes do Taleban de aumentar os ataques violentos, anunciou nesta quinta-feira, 3, o governo de Islamabad.

A suspensão da pena de morte, imposta em 2008 pelo antigo governo paquistanês, expirou em 30 de junho e o país tinha planos de executar, em agosto, dois militantes presos. Membros locais do Taleban afirmaram que a atitude seria encarada como um ato de guerra.

"O Paquistão decidiu continuar proibição da pena capital já que o governo está ciente de seu compromisso internacional e o cumpre", disse o porta-voz Ministério do Interior, Umar Hamid Khan.

O novo governo do país, liderado por Nawaz Sharif, originalmente disse que queria restabelecer a pena de morte como tentativa de tomar medidas fortes contra os criminosos e militantes islâmicos, movimento criticado por grupos internacionais de direitos humanos.

Até 8.000 pessoas aguardam no corredor da morte em dezenas de prisões do Paquistão, cujo sistema prisional é conhecido por sua superlotação e violência.

A nova orientação do governo foi elogiada devido as preocupações de que os tribunais e a polícia não seriam capazes de assegurar aos réus um julgamento justo. / REUTERS

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