Paquistão detêm 39 suspeitos de atentado contra presidente

Pelos telefonemas dados por um homem que já estava preso, polícia chega aos outros envolvidos

Efe,

17 Julho 2007 | 05h20

Pelo menos 39 pessoas foram detidas no Paquistão por suposta relação com o atentado fracassado contra um avião no qual viajava o presidente, Pervez Musharraf, segundo fontes citadas nesta terça-feira, 17, pelo jornal paquistanês The Daily Times.   O ataque aconteceu no dia 6 de julho, após a decolagem de uma base militar na cidade de Rawalpindi, próxima a Islamabad. Alguém disparou uma rajada de 36 tiros contra o avião, com uma arma automática, mas errou o alvo.   A Polícia já tinha detido o proprietário da casa de onde partiram os tiros. Na operação, confiscou armas encontradas no local, entre elas uma metralhadora "semelhante às usadas pelos talebans no Afeganistão".   Após investigar os telefonemas dados pelo suspeito do ataque, as forças de segurança detiveram 39 pessoas. A maioria é da conflituosa província da Fronteira Noroeste, segundo as fontes citadas por Daily Times.   O proprietário da casa, Muhammad Sharif, continua sendo interrogado.   O ataque aconteceu em plena crise da Mesquita Vermelha, um centro radical islâmico em Islamabad que o Exército paquistanês invadiu na madrugada do dia 10, após um longo cerco.   O assalto à mesquita gerou uma onda de atentados no Paquistão. Desde o dia 3 de julho morreram 93 pessoas em todo o país, vítimas de ataques suicidas.

Mais conteúdo sobre:
prisão atentado contra Musharraf

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.