Paquistão dispara contra helicópteros da Otan em área tribal

Islamabad protesta contra violação de seu espaço aéreo e aliança atlântica promete investigar o caso

, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 00h00

ISLAMABAD

O Exército do Paquistão anunciou ontem que disparou contra dois helicópteros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que teriam invadido o espaço aéreo do país. Dois soldados paquistaneses ficaram feridos na troca de tiros. Islamabad protestou "energicamente" contra a incursão da aliança atlântica.

"As tropas no posto de Admi Kot, no Waziristão do Norte, dispararam contra os helicópteros e, como resultado da troca de tiros, dois de nossos soldados se feriram", afirmou um comunicado do Exército. O confronto ocorreu em uma área tribal que é reduto do Taleban.

Em Cabul, a Força Internacional de Segurança no Afeganistão (Isaf) informou ter tomado conhecimento das acusações paquistanesas e garantiu que está investigando o caso.

Para amenizar a revolta de Islamabad, o senador americano John Kerry, que retornou aos EUA após uma viagem ao Paquistão, disse ontem que o governo paquistanês tem se esforçado em combater os extremistas e contribuir para a estabilização do Afeganistão. Segundo Kerry, no entanto, algumas ações do Paquistão devem ser "mantidas em sigilo".

"Alguns (desses esforços) consistem em coisas muito importantes para nós estrategicamente, mas não devem ser mencionados publicamente", declarou o democrata, que preside a comissão de Relações Exteriores do Senado.

Al-Qaeda. As forças de segurança paquistanesas anunciaram ontem a prisão de um importante comandante da Al-Qaeda, o iemenita Mohamed Ali Qasim Yaqub, conhecido como Abu Sohaib al-Makki. Ele foi detido em Karachi, no sul do Paquistão. Em comunicado, o Exército paquistanês afirmou que Yaqub é "um importante membro ativo" da rede terrorista fundada por Osama bin Laden.

Ontem, as forças de segurança paquistanesas comemoraram também o fato de terem evitado um "ataque suicida catastrófico" na cidade de Quetta. Cinco militantes armados com metralhadoras e coletes com explosivos - entre eles três mulheres - foram mortos. Segundo o chefe de polícia, Daud Junejo, eles foram mortos antes de "encontrar um alvo".

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