Paquistão diz não crer que Bin Laden esteja no país

Declaração é resposta às sugestões de que EUA poderiam enviar tropas para procurar o líder da Al-Qaeda

BBC Brasil, BBC

23 Julho 2007 | 09h02

O Paquistão reagiu com irritação às sugestões de que tropas americanas poderiam ser enviadas ao país para procurar o líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden.   Veja Também Combates matam 37 na divisa com Afeganistão Taleban amplia prazo para troca de reféns   A sugestão foi feita pelo chefe do serviço de inteligência dos Estados Unidos, Mike McConnell.   Ele afirmou acreditar que o arquiteto dos ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York, está no norte do Paquistão, próximo da fronteira com o vizinho Afeganistão.   A conselheira de segurança do presidente George W. Bush, Frances Townsend, disse que nenhuma opção poderia ser descartada em se tratando da procura por Bin Laden.   As declarações das autoridades americanas geraram uma resposta irritada do ministro do Exterior do Paquistão, Khurshid Kasuri, que disse não crer na hipótese.   Em todo caso, acrescentou, não seria necessário que os Estados Unidos enviassem tropas, porque o Exército paquistanês estaria em melhor posição para atacar a Al-Qaeda que o americano.   "O Exército do Paquistão pode realizar este trabalho muito melhor, e o resultado seriam menos efeitos colaterais prejudiciais", afirmou o ministro, em entrevista à rede americana CNN.   "Ninguém pode duvidar do compromisso do Paquistão (de combater o terrorismo)."   A pressão dos EUA sobre as autoridades paquistanesas em relação ao paradeiro de Bin Laden teve outro desdobramento no início desta semana.   Um relatório da inteligência americana afirmou que a rede extremista se reagrupou, se fortaleceu e está intensificando seus esforços para colocar membros ativos nos Estados Unidos.   Segundo o relatório, os Estados Unidos estarão em risco contínuo de ataques extremistas nos próximos três anos, com a Al-Qaeda continuando "a mais grave ameaça terrorista" ao país.   Na ocasião, Townsend afirmou que a Al-Qaeda poderia tentar usar seus contatos no Iraque, mas que extremistas também estão conseguindo experiência em outros países - e ela citou nominalmente o Paquistão.

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