Paquistão diz que cercará fronteira para controlar talebans

O Paquistão assegurou nesta quarta-feira que a decisão de cercar e minar a fronteira com o Afeganistão responde à necessidade de controlar os movimentos dos insurgentes talebans e pediu aos críticos da idéia que ofereçam "alternativas viáveis".A declaração paquistanesa veio após um comunicado das Nações Unidas dizendo que o país abrigava líderes talebans. O Ministro de Relações Exteriores do Paquistão classificou a declaração como "sem fundamento", mas anunciou, em comunicado, que irá fortalecer a segurança em seu país.No entanto, o representante da Missão das Nações Unidas de Assistência ao Afeganistão (Unama), Chris Alexander, afirmou na segunda-feira, que líderes terroristas continuam a se organizar em algumas regiões do Paquistão.Em comunicado, a porta-voz do Ministério de Exteriores paquistanês, Tasneem Aslam, disse que a cerca, muito criticada por Cabul e por representantes internacionais, é necessária para reduzir a infiltração de "elementos não desejados" no país.Diante da preocupação da Nações Unidas, Aslam pediu aos funcionários internacionais que "se limitem a seu mandato e se abstenham de questionar as intenções e a sinceridade do país".Aslam também assegurou que o Paquistão "fez mais do que qualquer outro país nos esforços internacionais contra o terrorismo" e reiterou a necessidade de controlar o movimento de insurgentes entre os territórios afegão e paquistanês.O Afeganistão compartilha com o Paquistão cerca de 2.500 quilômetros de fronteira, uma divisão conhecida como Linha Durand e traçada em 1893 pelos britânicos para separar em dois países as tribos pastunes.

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