Paquistão diz suspeitar que líder terrorista foi ao Iêmen em 2002

ISLAMABAD

, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, disse ontem que os serviços de segurança de seu país acreditam que Osama Bin Laden esteve no Iêmen após os ataques de 11 de setembro de 2001. O chefe da Al-Qaeda teria viajado ao país árabe para se casar, disse o premiê em sua primeira entrevista após o assassinato de Bin Laden, concedida à revista Time.

Segundo Gilani, o terrorista e sua quinta mulher, a iemenita Amal Ahmed al-Sadah - que estava no quarto com Bin Laden quando ele foi executado - casaram-se no país árabe em 2002. A informação teria partido da irmã de Amal, que supostamente se encontrou com diplomatas paquistaneses durante uma viagem que fez à Síria.

"Isso (o casamento de Bin Laden com Amal) foi depois do 11 de Setembro", disse o primeiro-ministro paquistanês à revista americana.

Autoridades dos EUA não se pronunciaram sobre as declarações de Gilani. Segundo a própria Time, ao espalhar esse tipo de história, o governo paquistanês pode estar tentando "espalhar" a culpa pela demora em rastrear o terrorista mais procurado do mundo.

No final, Bin Laden estava a menos de 100 km da capital do Paquistão.

Os Estados Unidos solicitaram acesso a Amal, que está sob custódia do Paquistão e deverá ser repatriada, mas Islamabad tem hesitado em permitir que americanos interroguem os parentes de Bin Laden que estavam escondidos em Abbottabad. A operação dos comandos americanos em território paquistanês foi duramente criticada por Islamabad.

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