Paquistão diz ter prendido 124 pessoas após ataque em Mumbai

Ministro do Interior afirma que foram fechados cinco campos de treinamento do grupo Lashkar-e-Taiba

Reuters e Associated Press,

15 de janeiro de 2009 | 08h38

O Paquistão disse nesta quinta-feira, 15, que as forças de segurança fecharam cinco campos de treinamento comandados pelo Lashkar-e-Taiba, o grupo responsabilizado pelos ataques em Mumbai, e prendeu 124 líderes do grupo e de uma organização de caridade islâmica.  "Prendemos um total de 124 líderes de alto e médio escalão", disse o ministro do Interior, Rehman Malik.   Malik disse que as evidências fornecidas pela Índia ainda precisavam ser melhor apuradas para serem usadas como provas em um julgamento. Malik porém evitou responder se o Paquistão estava reconhecendo que os ataques que mataram 164 pessoas na capital financeira da Índia haviam sido tramados em seu país. A Índia afirma que o grupo militante sediado no Paquistão Lashkar-e-Taiba está por trás da operação de novembro. Dias depois da ocorrência, o Conselho de Segurança da ONU declarou o Jamaat-ud-Dawa, um grupo de caridade no Paquistão, como uma fachada para o proscrito Lashkar.   Malik disse em entrevista coletiva que autoridades tomaram medidas contra 20 escritórios, 87 escolas, duas livrarias, duas escolas religiosas e várias organizações e sites ligados ao Jamaat. Entre os detidos está Hafiz Mohammed Saeed, o chefe do organismo de caridade que ajudou a estabelecer o grupo militante, banido em 2002. Também estão presos Zaki-ur-Rehman Lakhvi e Zarrar Shah, dois homens que a Índia acusa de planejar os ataques em Mumbai.   Malik disse que o Paquistão estava tentando agir de modo responsável e voltou a pedir uma investigação conjunta dos ataques, alegando que isso "traria resultados rápido". Ele pediu que a Índia entregue mais informações sobre o caso. O ministro descartou entregar os suspeitos à Índia, dizendo que as leis paquistanesas previam que cidadãos que cometessem crimes em outros países fossem processados no próprio Paquistão. "Nós temos que provar ao mundo que a Índia e o Paquistão estão juntos contra os terroristas, porque eles têm inimigos comuns", disse Malik.

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