Paquistão e Afeganistão concordam em combater militantes

O presidente do Paquistão admitiu nestedomingo que militantes afegãos estão operando a partir do seupaís e prometeu, ao lado de seu colega do Afeganistão, uniresforços para combater o Taliban e a Al Qaeda. Os países vizinhos costumam trocar mais acusações do quetrabalhar em conjunto contra a ameaça das guerrilhas islâmicas-- e Washington teme que a disputa tenha ajudado os militantesa esconderem-se na região montanhosa da fronteira. A formação de conselho, ou jirga, de quatro dias, depolíticos afegãos e paquistaneses com líderes tribais, quetermina neste domingo em Cabul, foi acertado em Washington,como maneira de forjar a cooperação entre os dois lados. "A jirga de paz conjunta reconhece de maneira contundente ofato de que o terrorismo é uma ameaça comum a ambos os países eque a guerra ao terror deve continuar a ser parte integral daspolíticas nacionais e das estratégias de segurança de ambos ospaíses", disse a declaração de cerca de 700 delegados. "Não há outra opção para ambos os países além da paz e daunião, da confiança e da cooperação", disse o presidentepaquistanês, Pervez Musharraf, no encerramento da sessão dajirga. "Não há justificativa para o uso do terrorismo." Autoridades afegãs acusam o Paquistão de abrigarcombatentes do Taliban e da Al Qaeda para enfraquecer ovizinho. O Paquistão nega, mas Musharraf reconheceu que militantesoperam a partir de áreas tribais do Paquistão na fronteira como Afeganistão, que estão em grande parte fora do controle dogoverno. "Não há dúvida de que militantes afegãos têm apoio a partirde solo paquistanês. O problema que vocês têm em sua região écausado pelo apoio fornecido a partir do nosso lado", disse. Afeganistão e Paquistão concordaram em estabelecer umconselho permanente menor, de 25 membros de cada lado, paragarantir que as decisões sejam colocadas em prática e organizarum segundo grande encontro, no lado paquistanês, no futuro.

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