Harish Tyagi/Reuters
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Paquistão e Índia prometem estabelecer confiança após reunião

Encontro diplomático realizado em Nova Délhi é o primeiro entre os países desde os ataques a Mumbai, em 2008

estadao.com.br,

25 de fevereiro de 2010 | 08h35

Índia e Paquistão permanecerão "ligados" para reconstruir uma relação de confiança, disse a secretária de Exteriores indiana Nirupama Rao nesta quinta-feira, 25, após reunião com seu homólogo paquistanês, no primeiro encontro diplomático entre os dois países desde os ataques a Mumbai de 2008, há 15 meses.

 

Nirupama disse que sua reunião com Salman Bashir foi "útil" e que as portas para futuros diálogos não devem ser fechadas, embora uma data para um novo encontro não tenha sido definida. A secretária indiana pediu ao paquistanês que solicite às autoridades de seu país que trabalhem para desmantelar as atividades terroristas e levar os responsáveis pelos atentados de Mumbai à justiça.

 

"Partimos para dar o primeiro passo em direção à reconstrução da confiança", disse Nirupama, acrescentando que nenhum assunto específico foi resolvido e que tratou-se apenas de "uma conversa sobre conversas".

 

A delegação paquistanesa viajou para Nova Délhi encabeçada pelo secretário Bashir, que se reuniu na quarta-feira com alguns líderes do movimento de independência da Caxemira, o Hurriyat. Bashir ainda deve se reunir com o conselheiro indiano de Segurança Nacional, Shivshankar Menon, e com o ministro de relações exteriores, S. M. Krishna.

 

O "diálogo integral" - um formato de negociações - que a Índia e o Paquistão mantinham, foi interrompido em novembro de 2008, devido a um atentado terrorista ocorrido em Bombaim, atribuído pela Índia a um grupo terrorista com base no Paquistão.

 

Uma das ambições da Índia no diálogo com o Paquistão é solucionar o problema do terrorismo, segundo disse o ministro Krishna. Já os paquistaneses têm a intenção de tratar de outros assuntos, como o tema da Caxemira, região disputada e reivindicada por ambos os países.

 

Ambos países já travaram três guerras desde a partição do subcontinente em 1947, e continuam sem chegar a um acordo sobre a Caxemira e outros pontos de fronteiras comuns, onde ocorrem diversos conflitos.

 

(Com Reuters, Associated Press e Efe)

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