Paquistão e Irã não receberão mais refugiados

Representantes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) voltaram de mãos vazias a Roma após dialogarem com autoridades paquistanesas e iranianas, sem conseguirem que os dois países reabram suas fronteiras para os refugiados afegãos. Segundo a agência suíça ATS, o Acnur está "impotente nas circunstâncias atuais". Em um comunicado divulgado hoje, o Acnur afirma que compreende as medidas de segurança adotadas pelo Paquistão e pelo Irã, mas acrescenta que continuará pedindo a esses países a abertura de suas fronteiras, a fim de possibilitar a entrada dos afegãos que necessitam de assistência. A agência da ONU indica que, a partir de 11 de setembro, 100.000 afegãos buscaram refúgio no Paquistão. Ao mesmo tempo, o representante do Acnur em Peshawar, Jacques Franquin, informou que as autoridades paquistanesas vêm repatriando diariamente, a partir do início da crise, centenas de refugiados do país vizinho. Franquin disse estar tentando obter do governo paquistanês garantias para que os recém-chegados não sejam deportados pois, "apesar de não terem documentos em ordem, são refugiados de guerra". Ainda segundo estimativas da agência, nos últimos dias, com o aumento dos bombardeios, aumentou a migração, e só na quarta-feira 5.000 refugiados cruzaram a fronteira entre os dois países. Apesar de ter preparado 15 novos campos para abrigar 150.000 pessoas, o Acnur admite que ontem precisou recusar abrigo para um grupo no campo de Killi Faizo, próximo a Quetta, por falta de capacidade.Leia o especial

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