Paquistão encerra ofensiva na fronteira com Afeganistão

Exército poderá, entretanto, perseguir insurgentes fora da região do Waziristão do Sul

Associated Press e Agência Estado,

12 de dezembro de 2009 | 10h49

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, disse neste sábado, 12, que o exército do país encerrou sua ofensiva contra a rede taleban em Waziristão do Sul, uma região tribal na fronteira com o Afeganistão. Ele indicou, no entanto, que em breve o exército poderá perseguir militantes em outras partes da fronteira.

 

Um possível novo alvo do exército seria Orakzai, onde houve recentemente ataques aéreos. "A operação em Waziristão do Sul acabou. Agora há negociações sobre Orakzai", disse Gilani em entrevista à televisão, sem dar mais detalhes.

 

Ao lançar a ofensiva em outubro, o governo paquistanês informou que estava enviando 30 mil soldados para que capturassem cerca de 10 mil militantes. Uma série de atentados ocorreu no país desde então, matando mais de 500 pessoas.

 

Neste sábado, a Al-Qaeda divulgou um novo vídeo em inglês negando que estaria por trás desses atentados. Adam Gadahn, ativista que nasceu nos EUA e que geralmente apresenta as mensagens em inglês do grupo, disse que a CIA e as agências de inteligência da Índia e do Paquistão seriam as responsáveis. Ele culpou também a Blackwater, uma empresa de segurança privada cujo envolvimento em mortes de civis no Iraque manchou sua reputação no mundo muçulmano.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoAl-Qaeda, ofensiva

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.