Paquistão encerra ofensiva na fronteira com Afeganistão

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, disse hoje que o exército do país encerrou sua ofensiva contra a rede taleban em Waziristão do Sul, uma região tribal na fronteira com o Afeganistão. Ele indicou, no entanto, que em breve o Exército poderá perseguir militantes em outras partes da fronteira. Um possível novo alvo do exército seria Orakzai, onde houve recentemente ataques aéreos. "A operação no Waziristão do Sul acabou. Agora há negociações sobre Orakzai", disse Gilani em entrevista à televisão, sem dar mais detalhes.

AE-AP, Agencia Estado

12 de dezembro de 2009 | 10h59

Ao lançar a ofensiva em outubro, o governo paquistanês informou que estava enviando 30 mil soldados para que capturassem cerca de 10 mil militantes. Uma série de atentados ocorreu no país desde então, matando mais de 500 pessoas. Hoje, a Al-Qaeda divulgou um novo vídeo em inglês negando que estaria por trás desses atentados. Adam Gadahn, ativista que nasceu nos Estados Unidos e que geralmente apresenta as mensagens em inglês do grupo, disse que a CIA (agência norte-americana de inteligência) e as agências de inteligência da Índia e do Paquistão seriam as responsáveis. Ele culpou também a Blackwater, uma empresa de segurança privada cujo envolvimento em mortes de civis no Iraque manchou sua reputação no mundo muçulmano.

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