Paquistão executa dois civis condenados à morte por terrorismo

Decisão encerra moratória que vigorava no país desde 2008

O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2014 | 17h41

LAHORE, PAQUISTÃO - O Paquistão executou ontem dois civis condenados à morte por terrorismo, encerrando a moratória que vigorava desde 2008 sobre a pena de morte, disseram responsáveis pela administração local.

Após o ataque de terça-feira do Taleban a uma escola controlada pelo Exército em Peshawar, o governo paquistanês anunciou o fim da moratória para os condenados por terrorismo. No atentado, 149 pessoas morreram, sendo 132 alunos.

Mohamed Aqi, conhecido como Doutor Usman, e Arshad Mehmood foram executados na noite de ontem (horário local) na prisão de Faisalabad, na província de Punyab, afimou o ministro do Interior, Shuja Khanzada. As execuções foram confirmadas por um funcionário da penitenciária que não quis se identificar.

Doutor Usman foi condenado à morte após ser considerado culpado de planejar e participar do ataque de 2009 de um comando Taleban contra a sede do Rawalpindi, perto da capital Islamabad.

Mehmood foi condenado à morte por participar da tentativa de assassinato em 2003 do general Pervez Musharraf, que comandava o país.

O Paquistão, país com 200 milhões de habitantes, tem cerca de 8 mil condenados à morte. Deles, 500 foram condenados por terrorismo, de acordo com o governo, e por isso podem ser afetados pelo fim da moratória.

A Anistia Internacional e a comissão de Direitos Humanos da ONU pediram que o Paquistão não encerre a moratória, argumentando que as execuções não são eficazes na luta contra o terrorismo. /AFP

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