Amit Dave / Reuters
Amit Dave / Reuters

Em disputa pela Caxemira, Paquistão expulsa embaixador indiano e suspende comércio bilateral

Medida foi anunciada após a Índia revogar a autonomia constitucional da região

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 03h49

ISLAMABAD - O governo do Paquistão informou nesta quarta-feira, 7, que irá expulsar o embaixador da Índia no país e suspender o comércio bilateral com seu arquirrival. A medida ocorre após o governo de Nova Délhi ter retirado o status especial de sua porção da contestada região da Caxemira

Os vizinhos China e Paquistão, que reivindicam partes da Caxemira, expressaram com firmeza suas oposições ao ato da Índia de remover uma provisão constitucional que permitia ao único Estado de maioria muçulmana do país fazer sua própria legislação. 

A Índia, que tem armas nucleares, e o Paquistão, que também as tem, já travaram duas guerras por causa da Caxemira e em fevereiro chegarem a se envolver em um conflito aéreo. A Índia combate insurgentes na região há 30 anos e afirma que o status especial impede o desenvolvimento da Caxemira, querendo integrar a região ao resto do país. 

Moin-ul-Haq, novo embaixador paquistanês apontado para a Índia, ainda tem seu posto a assumir, mas não irá se mudar para Nova Délhi enquanto o embaixador indiano Ajay Bisaria for expulso, anunciou o governo de Islamabad nesta quarta. 

'Assunto interno'

Em resposta à expulsão do embaixador, o governo indiano afirmou nesta quinta-feira, 8, que a Caxemira é um "assunto interno".

"Os eventos recentes ligados ao artigo 370 (da constituição indiana) são um assunto interno da Índia", disse o Ministério de Relações Exteriores da Índia em um comunicado, que também denunciou as "ações unilaterais" do Paquistão./ AFP e Reuters

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