Paquistão falhou na proteção de Bhutto, diz inquérito da ONU

O Paquistão não forneceu proteção adequada à ex-primeira-ministra Benazir Bhutto nem investigou corretamente o assassinato dela, em dezembro de 2007, além de ter tentado atrapalhar as investigações das Nações Unidas, disse o inquérito da ONU divulgado na quinta-feira.

REUTERS

15 de abril de 2010 | 20h53

O relatório de 65 páginas mostra que a comissão da ONU considera "deliberada" a falha das autoridades na investigação do crime, e acrescenta que o trabalho dos investigadores internacionais foi "severamente embaraçado" por agências de inteligência e funcionários do governo.

Bhutto foi morta num atentado após um comício, semanas depois de voltar de um autoexílio de oito anos.

"Embora ela tenha morrido quando um suicida-bomba de 15,5 anos detonou seus explosivos perto do veículo dela, ninguém acredita que esse menino tenha agido sozinho", disse o relatório.

"A comissão ficou perplexa com os esforços de certas autoridades paquistanesas de alto escalão para obstruir o acesso a fontes militares e de inteligência."

(Reportagem de Louis Charbonneau e Patrick Worsnip)

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