Paquistão fecha uma das rotas de suprimentos da Otan

Um das duas passagens de fronteira usada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para enviar suprimentos para o Afeganistão, via Paquistão, foi fechada nesta quinta-feira. Segundo Bakhtiar Khan, funcionário do governo local, a decisão foi tomada com base em questões de segurança.

AE, Agência Estado

26 de julho de 2012 | 12h23

O fechamento da passagem de Torkham, na região tribal noroeste do Khyber, ocorre após um ataque na área realizado na terça-feira, quando homens armados abriram fogo contra um comboio da Otan, matando o motorista e ferindo duas pessoas.

A passagem pode permanecer fechada por vários dias até que a força paramilitar paquistanesa Frontier Corps apresente um plano de segurança adequado, disse Khan.

A passagem de Chaman, na província do Baluquistão, também usada pelos comboios da Otan, continua aberta, informou Mohammed Tariq, funcionário da alfândega.

O Paquistão fechou sua fronteira para a passagem de suprimentos da Otan em novembro, em retaliação aos ataques aéreos norte-americanos que mataram 24 soldados paquistaneses. Islamabad finalmente reabriu a rota no início de julho após um pedido de desculpas dos Estados Unidos pelas mortes. O fluxo de caminhões desde então tem sido relativamente baixo em razão de entraves burocráticos.

Atentado

Um caminhão explodiu num movimentado mercado do noroeste do Paquistão nesta quinta-feira matando 11 pessoas. A explosão na cidade de Salarzai, região tribal de Bajur, perto da fronteira com o Afeganistão, também feriu dezenas de pessoas, algumas das quais estão em estado grave, e danificou veículos e lojas, disse o administrador local Jehangir Azam.

Não está claro se foi um ataque suicida ou se os explosivos foram detonados por controle remoto, disse ele. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

Sher Mohammed, proprietário de uma loja que ficou ferido na explosão, estava sentado no interior do estabelecimento quando viu uma picape entrar no mercado. Minutos depois, ele ouviu a explosão. Algo atingiu meu braço, peito e perna e eu cai", disse ele. "Quando abri meus olhos, vi que estava numa cama de hospital."

O Taleban paquistanês tem uma forte presença em Bajur, mas o porta-voz do grupo, Ahsanullah Ahsan, negou envolvimento no ataque. O grupo costuma negar sua participação em ataques com grande número de vítimas civis. As informações são da Associated Press.

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