Paquistão identifica suicida e atirador de ataque contra Benazir

Governo afirma que atirador conseguiu fugir antes da explosão; responsáveis seriam ligados à Al-Qaeda

Efe,

29 de janeiro de 2008 | 08h03

O secretário do Ministério do Interior paquistanês, Kamal Shah, disse nesta terça-feira, 29, que as autoridades paquistanesas identificaram o terrorista suicida que atacou a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assim como o homem que atirou contra ela. Em declarações à imprensa, Shah disse que Ikram Mehsud atirou contra Benazir dois minutos antes do ataque suicida, e que o atirador conseguiu fugir do parque em Rawalpindi, perto de Islamabad, onde a líder opositora foi assassinada, em 27 de dezembro. A cabeça do suicida, que a polícia encontrou após o atentado e que não tinha conseguido identificar, pertence a um terrorista chamado Bilal, acrescentou Shah, citado pelo canal Geo TV. O secretário do Ministério do Interior disse que 22 das 23 vítimas fatais do ataque também foram identificadas. Além disso, o secretário do Interior confirmou que Aitezaz Shah, um adolescente de 15 anos detido por envolvimento no atentado contra Benazir, confessou que tinha sido treinado como suicida e que conhecia Ikram, Bilal e o líder taleban paquistanês Baitullah Mehsud. Uma fonte da investigação citada pelo jornal The News coincide em parte com a versão, e afirma que Aitezaz revelou à polícia o nome dos envolvidos diretos na morte da ex-primeira-ministra: Ikram e Bilal. O adolescente, que foi detido em Dera Ismail Khan, na Província da Fronteira Noroeste, foi entregue na noite de segunda-feira à polícia de Punjab, e é possível que a equipe da Scotland Yard lhe interrogue para saber se ele também está diretamente envolvido no assassinato, segundo a fonte. Após a morte de Benazir, o governo revelou a existência de uma suposta conversa telefônica entre Mehsud e um líder taleban, na qual eram mencionados os nomes de Ikram e Bilal como autores do ataque. O Executivo paquistanês acusou Baitullah Mehsud pela morte de Benazir desde o princípio, a quem liga à rede terrorista Al-Qaeda. Mehsud lidera a insurgência islâmica no cinturão tribal paquistanês, especialmente na região do Waziristão do Sul, perto da fronteira com o Afeganistão, onde os combates com o Exército são constantes e os taleban paquistaneses estão tentando tomar fortes militares, pontes e lugares estratégicos. O Partido Popular do Paquistão (PPP) de Benazir suspeita que os serviços secretos do país estão por trás do atentado contra a ex-primeira-ministra.

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