Paquistão impede estrangeiros de interrogar suspeitos de ataques

O Paquistão não permitirá que investigadores estrangeiros interroguem militantes islâmicos detidos por causa dos atentados do mês passado em Mumbai (Índia), disse o primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani na segunda-feira. Seu colega britânico, Gordon Brown, afirmou na véspera em Islamabad que havia pedido à Índia e ao Paquistão que a polícia britânica pudesse interrogar suspeitos presos nos dois países por suposta ligação com os ataques. Gilani disse ao Parlamento que rejeitou o pedido de Brown. "É o nosso país, e nossas leis serão implementadas, vamos seguir as nossas leis", afirmou. A chancelaria britânica não comentou diretamente as declarações, mas divulgou nota em que promete "continuar a oferecer todo o apoio que pudermos, inclusive conhecimentos policiais, mas não vamos impor isso". A Índia, com apoio dos EUA, pressiona o Paquistão a reprimir a militância islâmica, parte da qual foi responsável pelo ataque que durou três dias e resultou em 179 mortes na capital financeira da Índia. Três pessoas com cidadania britânica morreram no incidente. (Reportagem adicional de Avril Ormsby)

KAMRAN HAIDER, REUTERS

15 de dezembro de 2008 | 20h44

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