Paquistão impede ministro de viajar ao exterior

O Paquistão impediu que seu ministro da Defesa, Ahmed Mukhtar, viajasse para o exterior. Em entrevista na noite de ontem a uma televisão local, Mukhtar afirmou que faria uma visita oficial à China. No entanto, o nome dele foi colocado em uma "lista de controle de saída". A informação vem a público no momento em que a Suprema Corte decidiu, na quarta-feira, anular um decreto protegendo políticos de acusações antigas por corrupção. Entre os que perderam essa proteção está o presidente Asif Ali Zardari. Apesar disso, ele mantém imunidade presidencial.

AE, Agencia Estado

18 de dezembro de 2009 | 10h23

A proibição de viagens foi pedida pelo principal órgão de combate à corrupção do país contra 253 pessoas. A decisão da Suprema Corte abalou o governo apoiado pelos Estados Unidos, com a oposição exigindo a rápida renúncia de Zardari e todo seu gabinete.

Mukhtar disse à emissora local Geo que iria ficar três dias na China para discutir a entrega de uma fragata. Quando chegou ao aeroporto, porém, ficou sabendo que a delegação teria que partir sem ele. "Eu foi informado que meu nome está na lista de saída. Autoridades de investigação federal disseram que eu não posso deixar o país", contou. "Foi por conexão com um caso de corrupção. Mas não há caso de corrupção contra mim - há apenas um inquérito aberto contra mim nos últimos 12 anos", explicou, completando que se defenderá nos tribunais.

O Escritório Nacional de Prestação de Contas disse que instruiu o Ministério do Interior a colocar o nome de 253 pessoas na lista de controle de saída do país. Segundo um porta-voz do órgão, há no documento nomes de políticos, burocratas, ex-oficiais militares e alguns diplomatas. O nome de Zardari foi removido do texto, pois ele tem imunidade pelo fato de ser presidente. Porém uma alta fonte do governo afirmou, pedindo anonimato, que o ministro do Interior, Rehman Malik, estava na lista. As informações são da Dow Jones.

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