Paquistão insiste ter tomado medidas para proteger Bhutto

Segundo autoridade do governo, esquema de segurança para proteger ex-primeira-ministra foi 'o melhor possível'

Associated Press,

20 de outubro de 2007 | 12h05

O Paquistão fez tudo o que podia para proteger Benazir Bhutto em sua volta ao país, insistiu neste sábado, 20, uma autoridade do governo, rejeitando as acusações de que os oficiais possam ter sido cúmplices no ataque, do qual ela escapou, que deixou pelo 136 mortos. Veja Também:Bhutto isenta governo do Paquistão de ataque que matou 136Saiba quem é a ex-premiê Benazir Bhutto Guterman: Uma mulher, muitos inimigos  A ex-primeira-ministra afirmou que podem haver mais ataques, mas que ela e seu partido estão determinados a concorrer nas eleições parlamentares do Paquistão, que serão realizadas em janeiro. Bhutto culpou os militantes da Al-Qaeda e do Taleban pela tentativa de assassinato contra ela, e disse estar pronta para arriscar sua vida para restabelecer a democracia em sua terra natal. Mas ela também sugeriu na sexta-feira que o governo ou o Exército paquistaneses também podem ter envolvimento no ataque - acusação rejeitada pelo governo. "Para mim, nós deveríamos parar de culparmos uns aos outros. O governo forneceu a melhor segurança possível para ela", disse o vice-ministro da Informação, Tariq Azim. "O trauma do ataque fez com que eles dissessem coisas que provavelmente não repetirão quando as coisas esfriarem." "Nomes de pessoas foram mencionados e sugeridos sem nenhuma razão ou prova de seu envolvimento, e isso é injusto", disse. A lista de pessoas que poderia ter Bhutto como alvo é lista. Ela culpou antigos integrantes do regime do líder militar general Zia ul-Haq, suposto cúmplice de participação na execução de seu pai. Extremistas islâmicos também podem ter querido evitar que uma líder política modernize o Paquistão. O ataque começou com um homem jogando uma granada em uma multidão que acompanhava a comitiva de Bhutto, e depois disso explodindo a si mesmo com explosivos presos ao corpo. Nesta sábado, a polícia do Paquistão publicou uma foto do suicida. O ministro do Interior, Aftab Khan Sherpao, porém, afirmou que ainda não é possível apontar um responsável. "Mas as investigações ainda estão em andamento", disse. As pessoas que apóiam Bhutto afirmaram, no entanto, que não estão seguros de que a investigação seja confiável. "Vamos observá-la atentamente e reagir dependendo de como ela ocorrer", disse Farhatullah Babar, porta-voz do partido da ex-premiê.

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