Paquistão lança campanha para combater a corrupção

O Paquistão lançou nesta quinta-feira uma campanha contra a corrupção, em uma tentativa de combater a grande quantidade de delitos éticos que ameaçam a estabilidade governamental e a economia do país. O Paquistão possui a bomba atômica e é aliado dos Estados Unidos na guerra contra a Al Qaeda.

SAHAR AHMED E KAMRAN HAIDER, REUTERS

11 de novembro de 2010 | 12h17

O ministro do Interior, Rehman Malik - que já foi alvo de acusações de corrupção e disse que elas tiveram motivação políticas - afirmou que ações imediatas serão tomadas contra autoridades corruptas no conselho municipal de Islamabad, na Autoridade de Desenvolvimento da Água e da Energia, na Agência Federal de Receitas, nas duas empresas nacionais de gás e em departamentos de passaportes.

"Seja lá o que outras pessoas disserem sobre o nosso país, devemos olhar para a nossa casa primeiro", afirmou Malik em entrevista à imprensa. "E, sim, temos uma grande corrupção em nosso país."

Ele afirmou que uma unidade contra a corrupção responderia a denúncias feitas por telefone, email e SMS, e que seriam dadas recompensas aos informantes. Malik acrescentou que serão destacados para os departamentos, para reportar práticas corruptas, serão realizadas operações de repressão.

Segundo especialistas e organizações internacionais, a corrupção aumentou no país desde 2008, quando o presidente Pervez Musharraf, um militar, foi derrubado.

"Durante os primeiros anos do regime anterior, a percepção de corrupção era muito menor", afirmou Asad Iqbal, chefe de investimentos da Faysal Asset Management Ltd.

A corrupção está prejudicando a competitividade regional da nação, a atratividade para investidores estrangeiros e o acesso a ajuda externa, da qual o Paquistão depende para uma porcentagem significativa de seu orçamento, especialmente depois das inundações deste ano, que causaram prejuízos estimados em 9,7 bilhões de dólares.

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