Infográfico/AE/AP
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Paquistão mata 50 taleban em ofensiva nos arredores da capital

Aviões e helicópteros atacam desde terça-feira posições em Buner, distrito ocupado pelos insurgentes

Agências internacionais,

29 de abril de 2009 | 08h39

O Exército paquistanês matou 50 taleban na ofensiva que começou na terça-feira para recuperar o distrito de Buner, no norte do país, assegurou nesta quarta-feira, 29, o porta-voz militar, Athar Abbas. Em entrevista coletiva concedida na cidade de Rawalpindi, Abbas relatou os resultados do ataque das forças de segurança aos insurgentes, os quais avançaram posições em Buner no início do mês a partir do vizinho vale de Swat.

 

Previamente, uma fonte militar informou à Agência Efe que as forças paquistanesas tinham recuperado o controle da capital do distrito, Daggar, a quase 100 quilômetros de Islamabad. O tenente-coronel Basir Haider acrescentou que a ofensiva continua em diferentes pontos do distrito e recebe apoio de helicópteros militares dos quais soldados saltam de paraquedas para alcançar posições elevadas.

 

Aviões e helicópteros das Forças Armadas paquistanesas intensificaram os ataques ao grupo extremista Taleban numa zona montanhosa localizada a 100 km da capital, Islamabad, onde, desde domingo, o governo combate os militantes rebeldes. O Exército calcula que entre 450 e 500 insurgentes estão escondidos em distintas áreas de Buner, onde construíram trincheiras e bunkers ao redor das estradas.

 

A resposta ao avanço taleban marca uma mudança radical na estratégia do governo paquistanês, que, até então, apostava no diálogo e nas concessões como forma de convencer os insurgentes a abandonar a luta armada. O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, chegou a permitir que o Taleban aplicasse a Sharia (lei islâmica) na área tribal do Vale do Swat. A medida encorajou os militantes a ocuparem o distrito vizinho de Buner, ameaçando Islamabad.

 

O governo americano - que vinha manifestando abertamente sua desaprovação à estratégia de Zardari - elogiou os ataques de terça. "A chave é manter as operações nesse compasso, mantendo os militantes em seus lugares para, no fim, derrotá-los", disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. O Congresso americano discute o envio de US$ 200 milhões a US$ 400 milhões em ajuda financeira ao Paquistão, como sinal de apoio à mudança na estratégia paquistanesa.

 

Desde o início dos ataques, no domingo, 10 soldados e 75 rebeldes morreram, de acordo com o governo. Pelo menos 33 mil pessoas fugiram de suas casas no Distrito do Baixo Dir, segundo a ONG de direitos humanos Anistia Internacional. Autoridades paquistanesas têm negado repetidamente a tese de que o avanço taleban põe em risco a unidade do país, como disse na semana passada a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. "Vejo isso como um alarme completamente falso", disse Abbas. "Não há razão para pensar que eles (os insurgentes) podem representar uma ameaça além daquela área."

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