Paquistão mente, insinua secretário da Defesa dos EUA

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse ontem, em audiência no Congresso, que o Paquistão pode ter mentido para os EUA para manter a ajuda financeira dada por Washington. A declaração foi feita em meio à tentativa da Casa Branca e do Departamento de Estado de convencer a opinião pública da necessidade de cooperação entre os dois países.

AE, Agência Estado

16 de junho de 2011 | 08h16

Em uma tensa audiência no Senado, Gates insinuou que o Paquistão mente para os EUA. "Eu diria, com base nos meus 27 anos na CIA e nos 4 anos e 6 meses no Pentágono, que muitos governos mentem", afirmou o secretário de Defesa. "Essa é a maneira pela qual eles fecham negócios. Algumas vezes, eles mandam gente para nos espionar. E são aliados próximos", acrescentou Gates, que em julho será substituído pelo diretor da CIA, Leon Panetta.

O secretário de Defesa fez uma alusão à ajuda anual de US$ 3 bilhões dos EUA a Islamabad. Parlamentares questionaram a eficácia do financiamento, uma vez que o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, escondeu-se no Paquistão por pelo menos cinco anos.

A desconfiança dos EUA com relação a Islamabad tornou-se evidente com a operação que matou Bin Laden, em 2 de maio. As forças especiais americanas que invadiram o composto do terrorista, em Abbottabad, entraram no país sem avisar o governo paquistanês. A cidade onde Bin Laden teria se escondido, em 2005, está próxima de uma base militar, onde vivem vários oficiais.

Ontem, a credibilidade do governo paquistanês no Congresso americano também foi prejudicada pela prisão, no Paquistão, de cinco informantes que forneceram dados para os Estados Unidos antes da operação que matou Bin Laden. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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