Paquistão minimiza documentos vazados sobre guerra no Afeganistão

Material dos EUA diz que inteligência paquistanesa auxilia insurgência afegã

Associated Press

26 de julho de 2010 | 12h53

ISLAMABAD - A agência de espionagem mais importante do Paquistão comunicou nesta segunda-feira, 26, que os documentos secretos dos EUA divulgados por um site que acusam os paquistaneses de compactuar com os insurgentes no Afeganistão são maliciosos e sem fundamento.

 

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Um funcionário da agência negou as alegações dos documentos e disse que eles contêm informações básicas de espionagem que não haviam sido checadas e que tinham a intenção de manchar a reputação do órgão. O agente não quis ser identificado, de acordo com as políticas da empresa.

 

Athar Abbas, porta-voz do Exército paquistanês, não estava disponível para comentar o assunto. Os militares são responsáveis por todos os serviços de espionagem no Paquistão.

 

O material, divulgado pelo site Wikileaks.org e publicado pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel, revela detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consiste em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

 

Os mais de 91 mil documentos secretos relacionados à guerra do Afeganistão revelam um grande crescimento da força da insurgência Taleban e que as tropas do Paquistão estão ajudando os rebeldes no território afegão. A Otan se recusou a comentar a divulgação das informações. Os EUA já condenaram a divulgação desses documentos.

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