Paquistão não desiste de armas nucleares

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, se recusou a renunciar ao uso de armas nucleares e as tentativas de aproximá-lo do primeiro-ministro indiano, Atal Bihari Vajpayee, e reduzir as tensões pela Caxemira parecem não terem tido êxito. "A posse de armas nucleares por qualquer país implica que elas serão usadas em algumas circustâncias," disse Musharraf, em resposta à indagação sobre o porquê de o Paquistão não deixar de usar tais armas, assim como a Índia o fez.Musharraf disse também, no entanto, que seria irresponsável para um líder discutir tais assuntos e que a "política mais profunda" do Paquistão é ver o sul asiático sem quaisquer armamentos nucleares. Ontem, o ministro da Defesa indiano disse que a Índia não acredita que armas nucleares serão usadas. A Rússia e a China pressionaram a Índia e o Paquistão a promoverem discussões cara a cara com o intuito de evitar que o conflito pela Caxemira se transforme em uma guerra entre as potências nucleares vizinhas. Embora o esforço de aproximar Musharraf e Vajpayee não tenha tido êxito, o presidente paquistanês disse que aceitou o convite do presidente russo, Vladimir Putin, para possíveis discussões em Moscou. "Todos querem uma reunião entre mim e Vajpayee," disse Musharraf. "Acho que o mundo todo está decepcionado com o fato de não termos conversado e nos encontrado aqui", completou. Ontem, Vajpayee disse que estaria disposto a dialogar com o Paquistão, mas que o terrorismo entre os países deve antes terminar. A Índia alega que a violência no seu lado da Caxemira é fruto da atividade de militantes islâmicos estabelecidos no Paquistão e que têm lutado por 12 anos. Depois do encontro com os dois líderes, Putin disse que eles mostraram "sinais positivos" e que nenhum deles pretende usar da força para resolver seus problemas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.