Paquistão não liberta americanos suspeitos de apoiar Al-Qaeda

Juízes querem rever o caso antes de decidir pela extradição; FBI procura evidências de conspiração

Associated Press,

14 de dezembro de 2009 | 11h37

A Suprema Corte do Paquistão decidiu nesta segunda-feira, 14, que os cinco americanos que estavam sendo mantidos no país por suspeitas de ligações com grupos terroristas não podem ser deportados para os EUA nem para qualquer outro país antes de os juízes revisarem o caso.

 

A Polícia paquistanesa alegou que cinco jovens muçulmanos pretendiam se juntar a grupos terroristas nas área noroeste do Paquistão. Eles são acusados por tentar usar sites como o Facebook e o Youtube para entrar em contato com tais organizações.

 

Os suspeitos não foram formalmente acusados por nenhum crime no Paquistão. Nenhuma ordem de deportação foi emitida, embora autoridades americanas e paquistanesas consideram provável a volta deles para os EUA

 

Os jovens foram detidos pelas autoridades do Paquistão na semana passada na cidade de Sargodha após terem sido dados como desaparecidos por suas famílias nos EUA. Eles foram encaminhado a Lahore, capital da província de Punjab, para interrogatórios.

 

Todos os suspeitos são da área de Washington, e a iniciativa aumentou os temores de que jovens do Ocidente estejam deixando seus países para integrar a Al-Qaeda e outros grupos rebeldes no Paquistão.

 

Agentes do FBI, que tiveram acesso aos cinco suspeitos, tentam encontrar evidências para que hajam acusações formais de conspiração para fornecer apoio a grupos terroristas, segundo uma fonte próxima das investigações que não quis se identificar.

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