Paquistão nega informação sobre contatos em celular de Bin Laden

As Forças Armadas do Paquistão rejeitaram nesta sexta-feira informação divulgada pelo jornal The New York Times sobre um telefone celular encontrado na caçada a Osama bin Laden e que teria contatos de um grupo militante com laços com a agência de inteligência paquistanesa.

REUTERS

24 de junho de 2011 | 14h36

O jornal, que citou uma autoridade graduada informada sobre o tema, informou na quinta-feira que a descoberta indica que Bin Laden usou o grupo, Harakat-ul-Mujahedeen, como parte de sua rede de apoio dentro do Paquistão.

O celular pertencia ao mensageiro de Bin Laden, morto em 2 de maio com o líder da Al Qaeda na incursão das forças especiais dos EUA no local em que ele estava alojado, na cidade de Abbottabad, sede de uma guarnição militar, afirmou o jornal.

O porta-voz das Forças Armadas do Paquistão, o general Athar Abbas, afirmou em comunicado enviado por mensagem de texto que os militares "rejeitam as insinuações feitas pela reportagem do NYT".

"Faz parte de uma campanha orquestrada de difamação contra nossas organizações de segurança", disse.

Analistas especializados no Harakat disseram, de acordo com o jornal, que o grupo tem raízes profundas na região ao redor de Abbottabad e seus lideres têm fortes laços com a Al Qaeda e o setor de inteligência paquistanês.

(Reportagem de Kamran Haider)

Tudo o que sabemos sobre:
PAQUISTAOBINLADEN*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.