Paquistão nega ligação com homem-bomba no Irã

O Paquistão condenou o ataque de um homem-bomba no Irã e negou insinuações do presidente iraniano de que "alguns agentes de segurança" no Paquistão estavam envolvidos.

AUGUSTINE ANTHONY, REUTERS

19 de outubro de 2009 | 11h20

A rede de televisão estatal iraniana afirmou que 42 pessoas morreram no ataque de domingo contra a Guarda Revolucionária, na instável região sudeste do país.

"O Paquistão não está envolvido em atividades terroristas... estamos nos empenhando em erradicar essa ameaça", afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior Abdul Basit ao jornal Daily Times.

Basit não estava disponível para falar sobre o assunto na segunda-feira.

O primeiro-ministro paquistanês, Syed Yusuf Raza Gilani, condenou veementemente o "horrível ato de terrorismo" num Irã predominantemente xiita, afirmou a secretaria de Gilani.

No passado o Paquistão apoiou grupos de militantes sunitas islâmicos, particularmente no Afeganistão na década de 1980, quando ajudou militantes contra os ocupantes soviéticos.

O Paquistão também ajudou militantes que têm atuado contra as forças de segurança indianas na disputada região da Caxemira.

O Afeganistão e a Índia afirmam que o Paquistão tem mantido ligações com alguns grupos militantes.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que agentes de segurança do Paquistão estavam cooperando com os militantes por trás dos ataques de domingo, segundo a agência semioficial Fars News.

"Fomos informados de que alguns agentes de segurança no Paquistão estão cooperando com os principais elementos desse incidente terrorista... Consideramos nosso direito exigir esses criminosos deles", afirmou Ahmadinejad, sem dar mais detalhes.

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