Paquistão nega que revelou nome de diretor da CIA

A principal agência de espionagem do Paquistão negou que tenha ajudado a identificar o diretor de operações da CIA no país em retaliação a um processo aberto pela cidade de Nova York que liga a agência paquistanesa aos ataques terroristas de 2008 em Mumbai, na Índia. A CIA ordenou a saída de seu diretor em Islamabad porque sua esposa foi ameaçada após um processo paquistanês revelar a identidade dele.

AE-AP, Agência Estado

18 de dezembro de 2010 | 10h15

O diretor da CIA teve o nome revelado por um homem paquistanês que queria processar a agência pela morte de seu filho e seu irmão, em um ataque dos EUA em 2009. O procurador envolvido no caso afirmou que ouviu de jornalistas o nome do diretor da CIA. As agências de inteligência do Paquistão mantêm ligações com alguns jornalistas paquistaneses como uma maneira de influenciar a cobertura na imprensa.

O processo aberto no Brooklyn relacionado aos ataques de 2008 em Mumbai pode ter aumentado as tensões entre a CIA e o Paquistão, levando o país à retaliação. O general Ahmed Shuja Pasha, diretor do serviço de inteligência paquistanês, é réu no processo que acusa a agência paquistanesa de nutrir os terroristas envolvidos nos ataques que deixaram 166 mortos.

Uma autoridade do Paquistão negou qualquer envolvimento da agência do país com a identificação do diretor da CIA e disse que é totalmente possível que jornalistas paquistaneses tenham simplesmente descoberto a identidade dele por conta própria. Tais "histórias infundadas podem criar divergências entre as duas organizações", alertou a autoridade, observando que a CIA não acusou diretamente o serviço de inteligência paquistanês de qualquer má conduta relacionada ao assunto.

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