Paquistão, o país mais perigoso para jornalistas

Ao menos oito repórteres foram mortos no país somente este ano; no mundo inteiro, 42 foram assassinados em 2010

, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2010 | 00h00

O Paquistão tornou-se o país mais perigoso do mundo para os jornalistas, com pelo menos oito profissionais assassinados este ano - apesar de o número de mortes entre repórteres ter caído em comparação a 2009 em todo o mundo, informou ontem o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, nos EUA.

Ao todo, pelo menos 42 jornalistas foram mortos este ano - em 2009, haviam sido 72. O Iraque é o segundo país mais perigoso do mundo para os jornalistas, com quatro mortes, seguido por Honduras e México, com três mortes cada um.

O Brasil teve um morto, o jornalista Francisco Gomes de Medeiros, em Caicó, na Paraíba. Em 2009, as Filipinas levaram o título de país mais perigoso do mundo, com 33 jornalistas mortos - este ano, morreram apenas 2.

"A morte de 42 jornalistas em 2010, apesar de ser uma redução com relação a 2009, ainda é um número inaceitavelmente alto e reflete a violência disseminada que os repórteres enfrentam em todo o mundo", declarou Joel Simon, diretor do comitê.

Fracasso. "Do Afeganistão ao México, da Tailândia à Rússia, o fracasso dos governos em investigar os crimes contra a mídia contribui para o clima de impunidade que só causa mais violência", acrescentou.

Os assassinatos foram a principal causa de mortes entre jornalistas este ano, seguido por fogo cruzado durante combate e atentados suicidas, informou o CPJ. / AFP

OS MAIS MORTÍFEROS

1 - Paquistão: 8

2 - Iraque: 4

3 - Honduras: 3

4 - México: 3

5 - Tailândia: 2

6 - Nigéria: 2

7 - Somália: 2

8 - Angola: 2

9 - Indonésia: 2

10 - Filipinas: 2

11 - Afeganistão: 2

12 - Índia: 1

13 - Camarões: 1

14 - Bielo-Rússia: 1

15 - Iêmen: 1

16 - Colômbia: 1

17 - Grécia: 1

18 - Brasil: 1

19 - Líbano: 1

20 - Uganda: 1

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