Paquistão oferece desarmamento nuclear à Índia

O Paquistão declarou que está disposto a abrir mão de seu arsenal nuclear se a Índia fizer o mesmo. A declaração fez crescerem as expectativas em relação ao incipiente processo de reconciliação entre os dois países. O governo paquistanês também elogiou a resposta "positiva" de Nova Délhi a um convite para que o primeiro-ministro Atal Bihari Vajpayee visite Islamabad para discutir a forma de pôr fim às disputas que, no ano passado, levaram ambas as potências nucleares à beira do que poderia ter sido sua quarta guerra em 50 anos. "No que diz respeito ao Paquistão, se a Índia estiver pronta a se desfazer de suas armas nucleares, nós ficaremos felizes em fazer o mesmo", disse o porta-voz do ministério de Relações Exteriores paquistanês, Aziz Ahmed Khan. "Mas teria de ser (um ato) mútuo", acrescentou.Não houve resposta imediata de Nova Délhi. O Paquistão insiste que desenvolveu armas nucleares em resposta à ameaça que recebia da Índia, e propôs livrar o sul da Ásia de armamentos nucleares. A Índia rejeitou a idéia e disse ter iniciado seu programa nuclear não só por causa do Paquistão - no que pareceu ser uma referência implícita à China, o único outro país contra o qual a Índia entrou em guerra. Isso foi em 1962, e recentemente a Índia tentou melhorar suas relações com a China. Mas não houve indícios, até agora, de que os vínculos mais amigáveis com Pequim ou a ligeira melhora nas relações com Islamabad pudessem persuadir o governo de Nova Délhi a considerar a possibilidade de um desarmamento. Vajpayee tomou uma iniciativa de paz em relação ao Paquistão no mês passado, durante um discurso pronunciado na Caxemira, a região do Himalaia que é o ponto nevrálgico do conflito.

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