Paquistão pede à Índia que reative diálogo de paz

O Paquistão solicitou ao Governo da Índia que reative o diálogo de paz após uma etapa de relações tensas, na qual cada um dos países expulsou um diplomata, informaram nesta segunda-feira fontes do Ministério de Exteriores paquistanês.O embaixador do Paquistão na Índia, Aziz Ahmad Khan, viajou no sábado passado para Nova Délhi após se reunir com o presidente paquistanês, general Pervez Musharraf; o primeiro-ministro Shaukat Aziz, e o secretário de Exteriores, Riaz Mohammad Khan, sobre a atual situação entre ambos os Estados.A mensagem que leva a Nova Délhi por parte de seu Governo é de que "o Paquistão está disposto a voltar à mesa de negociações para manter um diálogo compreensivo, sempre que a Índia reconhecer o erro de suspender o processo de paz e mostrar sinceridade".As fontes informaram também que o alto funcionário da embaixada da Índia em Islamabad, A.T.C. Raghavan, viajou para se reunir com seu Governo e que na volta à capital paquistanesa, na próxima semana, deve se encontrar com representantes do Ministério de Exteriores do Paquistão.Estas medidas foram adotadas depois de um período de relações tensas entre Nova Délhi e Islamabad, diante dos atentados de 7 de julho em Mumbai, cuja autoria foi atribuída pela Índia ao grupo terrorista separatista caxemiriano Lashkar-e-Toiba, que tem sua sede no Paquistão.A Índia considera que o Governo paquistanês não toma medidas suficientes para acabar com o terrorismo, o que é rejeitado por Islamabad. No dia 5 de agosto, o Governo paquistanês acusou o diplomata indiano Deepak Kaul, conselheiro na seção de vistos da legação indiana em Islamabad, de "estar envolvido em práticas incompatíveis com seu status" e lhe deu 48 horas de prazo para que deixasse o país.A Índia respondeu com a expulsão do conselheiro político da embaixada do Paquistão em Nova Délhi, Syed Mohammad Rafik Ahmed, a quem fez as mesmas acusações. Esta foi a primeira ação diplomática deste tipo desde que Índia e Paquistão iniciaram seu processo de paz, que também se encontra paralisado após os atentados de Mumbai, já que Nova Délhi cancelou uma reunião prevista entre os secretários de Exteriores de ambos países e ainda não propôs uma data nova para a realização do encontro.

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