Paquistão pede à ONU que investigue assassinato de Bhutto

O Paquistão pediu à ONU queinvestigue o assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto, disse seuviúvo na sexta-feira. "Já enviamos o pedido", afirmou Asif Ali Zardar arepórteres, depois de se encontrar com o Comitê SocialistaInternacional da Ásia e do Pacífico, em Islamabad. Zardari assumiu o comando do Partido Popular do Paquistão(PPP) depois que sua mulher foi asssassinada por um ataque abomba e tiros, durante um evento de campanha na cidade deRawalpindi, em dezembro de 2007. Graças em parte à onda de simpatia, o PPP venceu aseleições em fevereiro, derrotando os aliados políticos dopresidente Pervez Musharraf e montando uma coalizão com trêsoutros partidos. Zardari disse que o ministro das Relações Exteriores, o xáMehmood Qureshi, vai viajar para Nova York para discutir aquestão pessoalmente com o secretário-geral da ONU, Banki-Moon. Musharraf se opôs à investigação da ONU sobre o assassinatode Bhutto, e o antigo governo acusou o líder talebã paquistanêsBaitullah Mehsud de estar por trás da conspiração para matá-la. Mehsud negou, lançando um comunicado de sua fortaleza pertoda fronteira com o Afeganistão. O governo já tinha pedido a ajuda da Scotland Yard paradeterminar como Bhutto foi assassinada, apesar de a políciabritânica não ter sido solicitada a investigar a autoria docrime. A Scotland Yard apoiou a conclusão do governo de que Bhuttomorreu ao bater a cabeça contra o veículo, durante o ataque. O PPP desconfia da versão do governo e duvida que Mehsudseja culpado. Bhutto temia que líderes do governo paquistanêsarquitetassem sua morte, ao voltar de seis anos de exílio, emoutubro. A polícia prendeu pelo menos quatro militantes islâmicossuspeitos de envolvimento no caso. (Reportagem de Aftab Borka) REUTERS MR FM

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