Paquistão pede mediação internacional na Caxemira

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, acusou hoje a Índia de cometer "terrorismo de Estado" em seu lado da Caxemira e pediu uma mediação internacional para resolver o problema da região. Em um discurso transmitido em rede nacional de televisão para marcar o Dia de Solidariedade na Caxemira, Musharraf acusou também o exército indiano de cometer "repressão sem precedentes e violações dos direitos humanos" na parte da Caxemira controlada por Nova Délhi. O discurso foi proferido diante do parlamento da parte paquistanesa da Caxemira. A Índia e o Paquistão reclamam a soberania de toda a Caxemira, região dividida atualmente pelos dois países. A Índia acusa o Paquistão de apoiar os militantes islâmicos que cruzam a linha divisória internacional para plantar bombas, lançar granadas contra o comércio e assaltar a população civil e as forças de segurança. O Paquistão nega as alegações indianas de que estaria financiando militantes da região com armas e treinamentos. Musharraf afirmou considerar a luta pelo controle total da Caxemira "uma luta justa". Imediatamente após o discurso, Nova Délhi rechaçou as acusações de Musharraf, afirmando que elas são inaceitáveis e contraproducentes. "O discurso põe em dúvida a sinceridade do Paquistão de combater o terrorismo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Nirupama Rao. Musharraf afirmou que a Índia rejeitou vários pedidos de diálogo feitos pelo Paquistão visando a uma solução para a questão da Caxemira, que dividiu as duas nações desde a independência da Grã-Bretanha em 1947. A Índia afirma recusar-se a dialogar até que o Paquistão cesse com o que os indianos chamam de "terrorismo de fronteira". Nova Délhi considera o lado da Caxemira sob seu controle como parte de seu território nacional. Jammu-Caxemira é o único Estado indiano com maioria muçulmana.Musharraf disse em seu discurso que os esforços paquistaneses para resolver a crise com um diálogo falharam e pediu que a comunidade internacional "desempenhe um papel ativo na solução da disputa da Caxemira".

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