Paquistão precisa tomar 'passos decisivos', diz Hillary

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que as relações entre os Estados Unidos e o Paquistão atingiram um "ponto de inflexão", após a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Hillary pediu que Islamabad tome "passos decisivos" nos próximos dias para combater o terrorismo.

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 11h49

Hillary fez os comentários após um encontro com líderes paquistaneses, em uma breve visita de sete horas voltada para reparar os laços, prejudicados pela ação norte-americana em território paquistanês que matou Bin Laden, no último dia 2. A secretária de Estado ressaltou que os EUA não abandonarão a aliança que consideram crucial para o sucesso na guerra no Afeganistão, porém também criticou os paquistaneses por propagarem teorias conspiratórias e o sentimento antiamericano.

Autoridades do Paquistão ficaram descontentes com o fato de não saberem antes sobre a operação para matar Bin Laden, que vivia perto da capital do país, Islamabad. O Parlamento local aprovou resoluções condenando a incursão norte-americana e pediu que os EUA reduzam sua presença militar no país.

Nos EUA, foram levantadas suspeitas sobre possíveis vínculos entre Bin Laden e os serviços de segurança paquistaneses. Alguns congressistas pediram a revisão da ajuda humanitária e militar de bilhões de dólares ao país aliado.

Hillary e o almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, foram as mais graduadas autoridades norte-americanas a visitar o Paquistão desde o ataque que matou Bin Laden. Eles se reuniram hoje com o presidente Asif Ali Zardari, o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani e o chefe do Exército, general Ashfaq Parvez Kayani, entre outros.

Depois, Hillary disse que a relação bilateral "atingiu um ponto de inflexão". "Nós faremos a nossa parte, e pedimos ao governo do Paquistão que tome passos decisivos nos próximos dias", afirmou. "As ações conjuntas contra a Al-Qaeda e suas afiliadas tornarão o Paquistão, a América e o mundo mais seguros".

Hillary disse que Zardari afirmou que não sabia do paradeiro de Bin Laden, e que se soubesse iria atrás do terrorista. Zardari é viúvo da ex-premiê Benazir Bhutto, assassinada por supostos militantes ligados à Al-Qaeda. As informações são da Associated Press.

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