Paquistão prende 11 guardas iranianos perto da fronteira

Militares estavam interrogando cidadãos paquistaneses; suspeita-se que estavam em busca do Jundollah

Agência Estado e Associated Press,

26 de outubro de 2009 | 13h19

A polícia do Paquistão prendeu 11 membros da Guarda Revolucionária do Irã nesta segunda-feira, 26, por entrarem ilegalmente no país. As detenções ocorrem em meio à tensão gerada por um atentado suicida que, segundo Teerã, foi realizado por militantes auxiliados por funcionários da inteligência paquistanesa.

 

Os 11 detidos foram levados a Mashkel, perto da fronteira comum entre as nações, na província do Baluquistão, sudoeste do país, segundo o oficial de polícia Dadur Raman. A polícia apreendeu dois veículos e informou que os iranianos estavam interrogando homens no Paquistão.

 

Seis membros da Guarda Revolucionária estavam entre os 42 mortos pelo atentado suicida do dia 18, no lado iraniano da fronteira perto de Pishin. Funcionários iranianos culparam o grupo sunita rebelde Jundollah (Soldados de Alá) pelo ataque e acusaram membros da inteligência paquistanesa de apoiar o grupo. O Paquistão prometeu cooperar e capturar qualquer envolvido que esteja no país.

 

A Guarda Revolucionária é a mais forte força militar iraniana e está diretamente ligada aos clérigos que governam o país, inclusive o líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A guarda possui 120 mil membros e também controla o programa de mísseis do país, protege instalações nucleares e tem unidades terrestres, marítimas e aéreas.

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