Susan Walsh/AP
Susan Walsh/AP

Paquistão prende envolvidos em ataque a Malala

"A gangue toda envolvida na tentativa de assassinato foi presa", disse o porta voz das forças armadas, general Asim Saleem Bajwa

Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 15h13

O Exército do Paquistão afirmou nesta sexta-feira ter detido 10 insurgentes suspeitos de envolvimento no ataque à jovem ativista Malala Yousafzai, que ganhou notoriedade mundial após levar um tiro na cabeça, em 2012, por defender a igualdade de gêneros e a educação para mulheres.

"A gangue toda envolvida na tentativa de assassinato foi presa", disse o porta voz das forças armadas, general Asim Saleem Bajwa. Ele acrescentou que os "terroristas" eram membros do Tehrik-e-Taliban, braço do Taleban que inclui as organizações militantes nas áreas tribais do norte do Paquistão.

A garota, uma ativista precoce que pedia uma ampliação da educação para meninas em áreas profundamente conservadoras do Paquistão, levou um tiro na cabeça quando voltava da escola em outubro de 2012. Duas outras jovens também foram feridas no ataque. Malala foi inicialmente tratada no Paquistão, mas acabou sendo transferida para um hospital no Reino Unido, onde hoje mora com a família.

O porta-voz do Exército informou que os insurgentes haviam recebido ordens do chefe do grupo, Mullah Fazlullah, para atacarem Malala, que na época tinha 15 anos. O governo acredita que Fazlullah está se escondendo no Afeganistão, e Bajwa afirmou que Islamabad discute a questão com o governo afegão. Há muito tempo, os dois países acusam um ao outro de ignorar os ataques militantes que ultrapassam as fronteiras.

"Nós vamos continuar nossos esforços até que ele [Fazlullah] esteja preso ou morto", disse Bajwa em uma coletiva de imprensa na cidade de Rawalpindi. Ele não informou quando ou onde os suspeitos foram detidos, mas contou que agências de segurança capturaram os dez homens em uma operação coordenada, com informações de um dos membros do grupo.

"Essa é uma boa notícia para a nossa família e, mais importante, para as pessoas do Paquistão e do mundo civilizado. Este primeiro passo na apreensão dos responsáveis pelo ataque a Malala representa o começo da esperança real para centenas de milhares de pessoas cujas vidas foram afetadas pelo terrorismo", disse o pai da ativista, Ziauddin Yousafzai, em um depoimento.

As prisões ocorreram em um momento de tensão no qual o Paquistão trava uma operação contra militantes no Waziristão. Paquistaneses lançaram a ofensiva no dia 15 de junho, quando insurgentes atacaram um dos aeroportos mais importantes do país, na cidade de Karachi. De acordo com os militares, já foram mortos ao menos 975 extremistas e a operação segue como o planejado. Fonte: Associated Press.

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